Conversar com motorista de taxi sempre uma diversão de repórter em qualquer parrte do mundo.
Mas nestes últimos dias em Brasilia tem sido uma uma experiência ie tanto para entender um pouco como o noticiário da crise politica no Senado ve, chegando média d a população.
Aqui na capital tem o agravante de que a metade da população, principalmente os mais pobres, votaram sempre em Roriz e seus aliados “azuis”, exceto em 1995 quando elegeram CristovamBuarque, então no PT.
Hoje estes eleitores estão atônitos, sem entender o que está acontecendo - afinal, metade dos eleitores votaram em Roriz para senador e Arruda para governador (birds of the same flock fly together)
E agora se perguntam, que sempre gostou do patriarcal Joaquim Roriz, jeitão de falar parecido com povão, sorriso e muita propaganda.
O eleitorado se pergunta: roriz é mesmo isso que a tv está mostrando.? Náo pode ser…
Caiu um castelo e se deram conta de fizeram papel de bobo.
Os nordestinos pobres e seus descendentes que vieram para cá atraidos pela promessa de lote e ajuda do governo populista de Joaquim Roriz, que ficou 16 dos últimos 20 anos no governo do Distrito Federal, é que formaram a massa de manobra a garantir a camarilha de Roriz no podr este tempo todo.
Após a queda da ditadura, virou amigo do presidente José Sarney com e nunca mais largou o osso.
Agora, é hora de tirar o Roriz. Assim como precisamos tirar o Renan Calheiros.
Nada tenho de pessoal - Roriz inclusive é um goiano gente boa no trato pessoal, cativante. Renan já meio estranho, recusou-se meses atrás a assinar um pedido de sessão conjunta para trazermos o ex-futuro presidente dos Estados Unidos, Al Gore.
Não entendi porque, nem Wiler Diniz, seu assessor de imprensa também entendeu.
Desconfio que era moeda de troca com o Zequinha Sarney - ou, mais proavél, para ter tempo de conversar com Fernando Collor, que também queria trazer o ganhador do Oscar, e explicar para ele que a Frente Ambientalista tem 300 parlamentares e foi a primeira a pedir logo a sessão conjunta.
Não saiu, logo em seguida saiu a notinha da filhinha com a Mônica e desde então é esse inferno que você vê: Renan precisa renunciar ao cargo de presidente do Senado (e portanto do Congresso) até terminarem as investigações do conselhode ética (perdeu o presidente neste fim de semana, tenho certeza).
E Roriz?
Bom ele sabe porque tem que renuncir rapidinho, como dizia o Vizinho do Jefferson - sai daí, Joaquim sai enquanto é tempo.
Porque se passar de segunda, na terça ou quarta o conselho de ética do Senado toma conhecimento do pedido de cassação protocolado pelo PSoL na quinta-feira.
Se não reunciar antes, o processo correrá rápido e será enviado ao plenário onde, nesta altura, o que mais querem é sacrificar alguém no altar do deus mídia.
Só tem um porém: pela ordem de recebimento, o conselho tem que dar provimento primeiro ao pedido contra Renan e somente depois se manifestar sobre o pedido relativo a Roriz.