AMAZÔNIA EXIGE MUDANÇA DE MODELO ECONÔMICO, VAL0RES, MODO DE VIDA
8/06/2008 por João Arnolfo
Já entendemos o conceito de biodiversidade e como a floresta de pé dá mais lucro do que no chão – mas não se trata disso, isso é o velho paradigma do lucro capitalista.
Agora há que romper com este paradigma do que seja lucro, riqueza, bem estar, felicidade no contexto dos novos tempos, para daí conseguirmos pensar e construir os novos conceitos de soberania territorial e do que ainda chamam de “desemvolvimento sustentável”.
O planeta sobreviverá se houver uma mudança de paradigma, de valores, de modelos econômicos - o capitalismo predatório, baseado no consumismo maerialista a la Estads Unidos não serve; o socialismo estatista também não funcionou.
Comtinuamos precisando da concepção de uma nova sociedade, como dizem os verdes alemães.
Assim para o planeta, também para o Braisl - isso aqui parece mas não é o fim do do mundo.
Muito menos a Amazônia, que até pode sim ser o fim de mais um megaciclo climático se for destruida em vinte, trinta anos, 50 anos no máximo para virar mini-parque temático internacional no meio do deserto.
O clima americano arrasado, do centro-oeste brasileiro então, nem se fala - sem muita agua nas nascentes, as três grandes bacias que nascem do Planalto Central, assim como seus aquíferos sob as terras guaranis, ficariam comprometidas até a foz do rio da Prata.
Mas não vai ser essa catástrofe - não deixaremos que se vá tudo como a grande crise socioambiental que se aproxima rapidamente…. alguns místicos falam em 2012 com hordas de refugiados ambientais a presssionar a civilização ocidental espacial…
Al Gore também disse que vai se candidatar a presidente do imperio no balanço.
Se não gostamos de ficção de horror, temos que mudar os valoes - morar e ter o progresso la dentro dos frageis ecossistemas como a Amazônia significam outra coisa, quem já o fez sabe.
Precisam de internet, voadeiras solares, medicamentos caindo do ceu e superbandas de satélite… preços, redes de comercialziação, injeção de inverstimentos estatais em troca do carbono sequestrado…
…e muita vigilância para não entrar mais gente do que suporta a carga de cupins devoradores de pau.
A Amazônia será brasileira se nela os 25 milhões de brasileiros e índios que la já estão conseguirem mantê-la de pé, sem queimadas, não porque isto seja ecologicamente bonzinho mas porque sem as emissões de gás carbônico oriundas todo ano das queimadas na Amazônia o mundo conseguiria dar um passo importante para parar de aumentar as emissões do efeito estufa que trouxe o aquecimento global.
Seria o alivio mais fácil e imediato de se conseguir.
Parar com as queimadas na maior floresta tropical que ainda resta – quanto custa?
Sem conversa de soberania, o presidente do Brasil, o Lula, negociaria numa boa um aporte de recursos ao fundo soberano que lhe permitisse aumentar os gastos públicos num grande Plano Amazônia de Pé que resolveria numa boa o problema, trocando o lucro capitalista do mercado sem princípios por um concreto apoio euroverde.
Porque até agora pouco se fez, ainda não zeramos a conta – o aquecimento continua sendo alimentado, o mundo civilizado com sua economia financeirizada não teve tempo para dar respostas aos mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL), que seria uma solução dentro da lógica do sistema capitalista globalizado.
Logo o que há na prática tem sido o desenvolvimento sujo mesmo (DSM), o desenvolvimento ruim, como o colesterol ruim, que precisa ser combatido.
Os custos do aquecimento são enormes, certamente as estimativas de 1 a 3% do PIB mundial estavam subestimadas ano passado, depois do painel internacional da ONU que confirmou a origem do aquecimento do planeta: a atividade humana, queimando energia fóssil e florestas, carvão vegetal, nos ulti9mos duzentos anos carvão mineral e petróleo…
Em grandes quantidades crescentes, o petróleo – originário de antiqüíssimas florestas que existiram em outras eras, quando o planeta passou por catástrofes geológicas, climáticas, maiores ou tão grandes como este megaciclo que estamos iniciando.
Viu os terremotos em seqüência na China e como pegaram os coitados dos irmãos proliferados aos milhões, em áreas onde o meio ambiente já foi tão alterado ao longo dos milênios e agora, pela tecnologia, chegou-se a limites – a terra não estaria respondendo?
Aqui, nossos ciclones subtropicais já viraram rotina no noticiário. Terremoto ontem na querida Lima de Los Índios, Lima de Inti… o deus sol está irado também!
O Fundo Amazônia deveria entrar como a poupança alocada para o desevnolvimento verde, vinda de fontes nacionais e internacionais - o substituto para a poupança (investimento) que vem sendo feito na marra pelo capitalismo selvagem que campeia no interior brasileiro, como sempre, há cinco séculos.
Retira-se a demanda privada, organiza-se o mercado temporariamente sob uma autarquia moderna de desenvolvimento da Bacia Amazônica, englobando o Brasil e os demais oito países que tem pedaços de responsabilidade, floresta e índios – e cria-se a resposta ao aquecimento global que o mundo está a exigir.
Sem perder a soberania, sem derrubar a floresta nem sua cultura, sem decepcionar~-nos a nós mesmos… e ao mundo.
O resto é a incerteza dos acontecimentos, cuidado com a história – como meu bisavô dizia:
-Lembrem-se de Sarajevo!
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08/06/2008 as 9:20
essa eh da filó!