Militar da reserva confessa que torturou camponeses durante a Guerrilha do Araguaia
Pela primeira vez um militar do Exército - o terceiro tenente da reserva José Vargas Jimenez - confessou nesta quarta-feira (3/12), diante de uma comissão especial da Câmara dos Deputados, que torturou camponeses suspeitos de apoiarem a Guerrilha do Araguaia, tocada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) na primeira metade da década de 1970.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Daniel Almeida, do PCdoB, informou que o Ministério Público Federal será acionado para processar o torturador confesso, com base no pressuposto jurídico de que tortura é crime imprescritível, segundo convenções internacionais, e não se enquadra na Lei de Anistia aprovada em 1979 durante a ditadura militar brasileira.
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