Começa agora a última esperança da geração 1968
Daqui a uma hora começa a se decidir a eleição da companheira Dilma Rousseff à Presidência da República. Explicando melhor: às 10h começam as sessões da Câmara e do Senado para a eleição dos dois presidentes do Legislativo, que terão influência decisiva na sucessão do presidente Lula.
Michel Temer (PMDB-SP) na Câmara é favorito, no Senado parece que o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) também é favorito, mas a esquerda ainda tem esperança de virar o jogo para garantir a eleição de Tião Viana (PT-AC), como estava combinado algumas semanas atrás.
A relação entre quem vai comandar o Congresso - se apenas o PMDB ou se o PMDB do bem de um lado e o PT de outro - e as eleições presidenciais, ano que vem, parece óbvia. O PMDB pode ajudar ou atrapalhar. Hoje é aliado de Lula - mas muito fortalecido pode exigir demais.
Sem o PMDB, será que tem chances a candidatura da última esperança da geração 68, da atual ministra da Casa Civil, ex-combatente da resistência contra a ditadura militar?
Quem conhece - ou acha que conhece - os bastidores da política, aqui no Congresso, acha que de uma forma ou de outra está garantida a candidatura de Dilma.
Toda a esquerda já entendeu que ela é a esperança de um avanço rumo à reforma geral da política brasileira. Esperança de que a série de governos do PT se desvincule de uma vez das velhas práticas coronelistas, clientelistas, representante de tudo que é atraso na política brasileira, para liberar as forças criativas que possam finalmente fazer o Brasil entrar no Século 21.
Por enquanto, são esperanças da geração 68 - nossa última chance começa a se definir daqui a pouco, aqui na Câmara e ali do outro lado, no Senado.
Depois, será com o povo brasileiro. Que tenhamos juízo, finalmente - pelo menos.
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