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Ruralistas avançam sobre a Amazônia com apoio do Governo

19/11/2008 por João Arnolfo

Está muito difícil barrar os ruralistas que querem mudar o Código Florestal para permitir que propriedades na Amazônia Legal sejam mais desmatadas.

A última informação, desta quarta-feira (19), é que os ambientalistas estão se sentindo inseguros diante da pressão que os fazendeiros fazem através do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, tenta fazer sua parte, mas ele mesmo foi indicado pelo governador Sergio Cabral (PMDB), do Rio, e o presidente Lula o convidou para destravar o que o Governo do PT considerava amarras dos ecologistas contrários ao desenvolvimento econômico.

O líder do Partido Verde e coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista no Congresso, deputado Sarney Filho (PV-MA), tem estado praticamente sozinho nas reuniões no Ministério da Agricultura. Nesta quarta-feira houve reunião com o resto da bancada, para ver se eles se engajam na luta contra o projeto que baixa de 80% para 50% a parcela das propriedades que podem ser desmatadas na Amazônia.

O representante do Greenpeace junto ao Congresso, ex-deputado João Alfredo, tem estado presente aos embates com os ruralistas - mas estã faltando uma demonstração de força por parte dos ambientalistas, tanto parlamentares quanto ativistas das ONGs.

Há informações de que o presidente Lula baixaria um decreto dando mais prazo para as negociações, mas os ruralistas querem porque querem colocar logo em votação o projeto de reduz a floresta pela metade.

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AMAZÔNIA EXIGE MUDANÇA DE MODELO ECONÔMICO, VAL0RES, MODO DE VIDA

8/06/2008 por João Arnolfo

Já entendemos o conceito de biodiversidade e como a floresta de pé dá mais lucro do que no chão – mas não se trata disso, isso é o velho paradigma do lucro capitalista.

Agora há que romper com este paradigma do que seja lucro, riqueza, bem estar, felicidade no contexto dos novos tempos, para daí conseguirmos pensar e construir os novos conceitos de soberania  territorial e do que ainda chamam de “desemvolvimento sustentável”.

O planeta sobreviverá se houver uma mudança de paradigma, de valores, de modelos econômicos - o capitalismo predatório, baseado no consumismo maerialista a la Estads Unidos não serve; o socialismo estatista também não funcionou.

Comtinuamos precisando da concepção de uma nova sociedade, como dizem os verdes alemães.

Assim para o planeta, também para o Braisl - isso aqui parece mas não é o fim do do mundo.

Muito menos a Amazônia, que até pode sim ser o fim de mais um megaciclo climático se for destruida em vinte, trinta anos, 50 anos no máximo para virar mini-parque temático internacional no meio do deserto.

O  clima americano arrasado, do centro-oeste brasileiro então, nem se fala - sem muita agua nas nascentes, as três grandes bacias que nascem do Planalto Central, assim  como seus aquíferos sob as terras guaranis, ficariam comprometidas até a foz do rio da Prata.

Mas não vai ser essa catástrofe - não deixaremos que se vá tudo como a grande crise socioambiental que se aproxima rapidamente…. alguns místicos falam em 2012 com hordas de refugiados ambientais a presssionar a civilização ocidental espacial… 

Al Gore também disse que vai se candidatar a presidente do imperio no balanço.

Se não gostamos de ficção de horror, temos que mudar os valoes - morar e ter o progresso la dentro dos frageis ecossistemas como a Amazônia significam outra coisa, quem já o fez sabe.

Precisam de internet, voadeiras solares, medicamentos caindo do ceu e superbandas de satélite… preços, redes de comercialziação, injeção de inverstimentos estatais em troca do carbono  sequestrado…

…e muita vigilância para não entrar mais gente do que suporta a carga de cupins devoradores de pau.

A Amazônia será brasileira se nela os 25 milhões de brasileiros e índios que la já estão conseguirem mantê-la de pé, sem queimadas,  não porque isto seja ecologicamente bonzinho mas porque sem as emissões de gás carbônico oriundas todo ano das queimadas na Amazônia o mundo conseguiria dar um passo importante para parar de aumentar as emissões do efeito estufa que trouxe o aquecimento global.

Seria o alivio mais fácil e imediato de se conseguir.

Parar com as queimadas na maior floresta tropical que ainda resta – quanto custa?

Sem conversa de soberania, o presidente do Brasil, o Lula,  negociaria numa boa um aporte de recursos ao fundo soberano que lhe permitisse aumentar os gastos públicos num grande Plano Amazônia de Pé que resolveria numa boa o problema, trocando o lucro capitalista do mercado sem princípios por um concreto apoio euroverde.

Porque até agora pouco se fez, ainda não zeramos a conta – o aquecimento continua sendo alimentado, o mundo civilizado com sua economia financeirizada não teve tempo para dar respostas aos mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL), que seria uma solução dentro da lógica do sistema capitalista globalizado.

Logo o que há na prática tem sido o desenvolvimento sujo mesmo (DSM), o desenvolvimento ruim, como o colesterol ruim, que precisa ser combatido.

Os custos do aquecimento são enormes, certamente as estimativas de 1 a 3% do PIB mundial estavam subestimadas ano passado, depois do painel internacional da ONU que confirmou a origem do aquecimento do planeta: a atividade humana, queimando energia fóssil e florestas, carvão vegetal, nos ulti9mos duzentos anos carvão mineral e petróleo…

 Em grandes quantidades crescentes, o petróleo – originário de antiqüíssimas florestas que existiram em outras eras, quando o planeta passou por catástrofes geológicas, climáticas, maiores ou tão grandes como este megaciclo que estamos iniciando.

Viu os terremotos em seqüência na China e como pegaram os coitados dos irmãos proliferados aos milhões, em áreas onde o meio ambiente já foi tão alterado ao longo dos milênios e agora, pela tecnologia, chegou-se a limites – a terra não estaria respondendo?

Aqui, nossos ciclones subtropicais já viraram rotina no noticiário. Terremoto ontem na querida Lima de Los Índios, Lima de Inti… o deus sol está irado também!

O Fundo Amazônia deveria entrar como a poupança alocada para o desevnolvimento verde, vinda de fontes nacionais e internacionais - o substituto para  a poupança (investimento)  que vem sendo feito na marra pelo capitalismo selvagem que campeia no interior brasileiro, como sempre, há cinco séculos.

Retira-se a demanda privada, organiza-se o mercado temporariamente sob uma autarquia moderna de desenvolvimento da Bacia Amazônica, englobando o Brasil e os demais oito países que tem pedaços de responsabilidade, floresta e índios – e cria-se a resposta ao aquecimento global que o mundo está a exigir.

Sem perder a soberania, sem derrubar a floresta nem sua cultura, sem decepcionar~-nos a nós mesmos… e ao mundo. 

O resto é a incerteza dos acontecimentos, cuidado com a história  – como meu bisavô dizia:
-Lembrem-se de Sarajevo!

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Separar a Amazônia como território sob jurisdição especial, em estado de guerra

2/06/2008 por João Arnolfo

A solução que os políticos detestam é a única que serve ao meio ambiente: de tão grave a situação na Amazönia ficou nas últimas décadas, com vinte e cinco milhões de pessoas - e uma boa parte sem amor nem conhecimento à terra, que ali está para acabar com a floresta de pé. As exceções, que ainda asseguram o equilibrio, são as populações tradicionais, os indios, os ribeirinhos, os descedentes dos colonizadores mais antigos, do povo da borracha que aprendeu a amar a imensidão verde.

Propomos tirar a Amazônia do regime unico da Constituição de 1988 e mudar um artgo para criar a situação legal que precisamos: não é região politicamente autönoma mas fica sendo, sob um comando militar-ambiental, uma região sob estatus especial, o que dará ao comando militar-ambiental a palavra final sobre empreendimentos que devem ser desestimulados e os que devem ser incentivados doravante, inclusive com as ajudas para transição.

Quem resistir a este esverdeamento da economia amazônica é porque é bicho-de-pé mesmo que precisa ser tirado para fora da região, pois tem alma de cupim, braços de grileiro e cabeça de ruralista - é melhor ir se filiar aos partidos dos latifundiários, como o DEM, e comprar terra no Centro-Sul onde o capitalismo estará prevalescendo…

Quem quiser fazer parte da reconstrução do modelo econömico da Amazönia estará vivendo a epopéia de transformar uma economia capitalista atrasada num economia verde de ponta, cooperativista, solidaria, com quase nenhuma dependência externa nem poluição por gases do efeito estufa para agravar o aquecimento global.

Claro que será uma economia dirigida, um laboratório dentro do imenso capitalismo selvagem brasileiro - não será tarefa facil, quem sabe foi pensando nisso que chamaram o Professor Pardal pontocom seu chapéu pensador…

Viva a Amazönia Livre do Capitalismo que Destrói a Natureza! Viva a Amazônia socioambientalista soberana!

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