Vanguardas fazem a hora: há tempo de evitar a marcianização?
sexta-feira, 6 de junho de 2008O espectro que efetivamente envolve o planeta não é mais o fantasma de uma revolução que tomaria dos muito ricos para dar aos muito pobres e, de quebra, trocaria os postos na burocracia a serviço dos donos das riquezas - das terras, do capital, das maquinas, das fabricas, enfim, da poupança no banco ou na vida real mas que serve para investir e gerar mais riqueza, usando a mão-de-obra dos despossuídos de capital.
As FARC, que não tiveram compaixão com o símbolo da histórica opressão das companheiras mulheres, nossa candidata verde Ingrid Betancourt seqüestrada sem penna nem dó, perderam o rumo há tempos, rumos que vinham desde os ideiais da esquerda revolucionária de antigamente,m dos ideias da resistência francesa, da resistência espanhola.. da resistência à guerra do VietNam, quando aprendemos que podiamos ganhar tambem, derrubando governos.
E agora os ultimos dos moicanos perdem quixotescamente a guerra, que poderia ter tido outro rumo se não fossem tragados pelo superlucro do narcotráfico (parece com mais-valia?).
O que, apenas, reforça o fim de um ciclo de resistência ao capital estilo século 19 e 20. Foram os gauleses do Asterix que resistiram por último ao império romano renascido na versão sci-fi no império global capitalista.
O que aparece de novo no cenário da revolução, da resistência ao capitalismo globalizado imperial que está acabando com o equilibrio ecologico do planeta, são estas novas e incipientes formas de luta e organização em rede, da massa substituída pela multidão internetizada, de conexão que reflete sobre a práxis.
E será que cria vanguardas que tracionem a história?
Ainda não há suficiente massa critica disseminada.
Há os novos brights, os pos-humanistas, os pós-marxistas e uma confusão geral porque a infraestrutura que engendrará a nova superestrutura ideologica revolucionária ainda está se mostrando agora…o imperativo da troca do modelo energético da civilização planetária impõe novas formas de pensar, organizar, agir politicamente.
Primeira vem a consciência, via mídia, opinião publica - depois, tomada do poder, a feitura das leis, a organização social, a proteção ambiental…
seja pelo convencimento, seja por todas as extensões da política como guerra pelo poder.
É ainda a continuidade da história da riqueza do homem, como bem soube ultima geração ensinada a pensar com os livros (logo depois seriam substituídos pelas novas mídias com menos profundidade e mais quantidade de bits).
É como o penúltimo capitulo desta história - aquela que começa com o comunismo tribal da idade da pedra, passando pela divisão de trabalho homem/mulher nos campos de caça e cultivo dos primórdios da humanidade…
…depois pelos sistemas de produção e suas relações sociais de trabalho dos estágios marxianos da escravidão, do feudalismo, do capitalismo e em algum momento do futuro ao socialismo com liberdade (que so timidamente surge aos poucos, hibridamente, no norte europeu)…
Mas a realidade avassaladora do progresso positivista, destruidora da natureza, malthusiano, anda a impedir a que a intelectualidade, os professores, a nova geração retome o idealismo, a utopia
Seja com que nome for, precisa ter visão de muito longo prazo para sonhar com algo similar ao comunismo perfeito – a única coisa verdadeiramente que vale a pena no falido humanismo.
Que nada tem a ver com o capitalismo de estado tentado no Século 20 na ex-URSS, em Cuba atual cerca do império, ainda mais descaradamente na China atual, confundo as novas gerações que criaram aversão ao ideal comunitário, igualitário, socialista libertário… pelo exemplo que vem do Oriente.
Esta história da riqueza do homem, às custas do trabalho das mulheres, vem sendo muito bem explicada na teoria mas teve seu curso como que interrompido com o fracasso de sua aplicação prática pela geração mais velha, nascida no pós II Guerra Mundial, agora no poder.
Mais ainda, com o advento de rumos que a humanidade não podia sequer sonhar (exceto os loucos, visionários e poetas enclausurados à força!), para as cosnequências da aplicação do sistema econômico que engendrou o conceito de progresso, desenvolvimento.
Estes são os feitiços que precisamos desencantar com nossa pajelança politica na consciência coletiva: não há, nem houve progresso nem desenvolvimento.
É mentira, o que o lema da bandeira brasileira, do capialismo ocidental, do pensamento comum da humanidade de crescer e multiplicar, levou ao caos ambiental.
Levou à mãe de todas as crises da humanidade, que corre risco de desaparecer, de voltar à Idade do Fogo!
E o maior, mais visível e pior desta nova realidade estabelecida como conseqüência da História na face do planeta está agora a determinar tudo o mais – como uma sociedade de insetos superiores, diante do perigo coletivo atuam ferônios para equalizar pensamento e ação com base em diretivas grupais, coletivas.
O aquecimento global é isso, afeta em última isntância o que importa, ora – o cérebro.
No plano da tentativa de se entender a sociedade, a história, é a história da riqueza do homem continuada, levada ao extremo, matematicamente tendendo ao infinito deu nessa crise planetária energética, populacional, ambiental.
Precisou que se fortalecessem os controles planetários, cientistas do painel convocado pela Organização das Nações Unidas (ONU) foram chamados para dar o veredicto que as empresas capitalistas lideradas pelo sumo sacerdote da religião do desenvolvimento relutavam em aceitar por querer evitar a alta de custos que agora estão sofrendo.
Porque se acirram as contradições ambientais no mundo todo, com ondas de refugiados, ciclones subtropicais no sul brasileiro, desastres apocalípticos na China, com milhares e milhares de vitimas, exatamente onde a civilização da devastação foi mais longe no tempo e no espaço, com a poluição das águas e a super-população que, extrapolada para o resto do planeta significa o fim.
Literalmente o fim desta civilização, certamente de pelo menos um terço da vida sobre a terra, um retrocesso que não tem volta porque amplas áreas do globo seriam desertificadas de vez, o regime de águas alterado violentamente, os mares reacomodados – enfim, alguns passos a mais para um dia nos tornarmos, orgulhosamente, o novo planeta Marte.
Onde os cientistas já descobriram que há água, deve ter havido vida microscopia e… de repente foi lá a ponte entre as as estrelas distantes e nosso planetinha azul para a longa viagem das proteínas organizadas como DNA.
Estamos queimando tudo, vê? Nosso planeta vai secar, mais cedo do que aconteceria ser não utilizássemos mais como energia a madeira de nossa cobertura vegetal.
Tem tanto ar, oxigênio e hidrogênio em volta, que não precisa mais aquecer o aquecimento global.
Agora, vai explicar isso à consciência comum da sociedade, ao aparelho ideológico, ao pensamento, aos partidos políticos… Não dá certo, não têm acesso ao discurso unificado da ciência.
Daí a conclusão que salta aos olhos mas há medo de se dizer abertamente: é chegada novamente a hora da revolução de salvação planetária, na elevação da consciência nas academias e nos levantes das massas nas metrópoles.
Sem contestar o sistema de produção capitalista - e vislumbrar o que está surgindo como modo de produção desta fase financeira-global do capital – não há como fazer a correta análise da realidade planetária, nacional, regional, local para discutirmos uma práxis ambientalmente conseqüente, politicamente revolucionária, a ser tocada primeiro como pensamento e atos da vanguarda que se descola do establishment e vai mais alem.
Para não virar marcianos antes da hora…vanguarda ambientalista revolucionária!
PS - Mas o que é mesmo que isso tem a ver com a Amazônia, sua desertificação, a ameaça de ocupação estrangeira, controle dos boinas verdes? A corrupção e o facasso do PV antigo sob direção perenizada de uma camarilha ahistórica?
É, tem a ver até a decadência da ideologia verde tradicional, diante da apropriação do discurso ecológico por todos os politicos de uma forma mais ou menos capitalista ou ambientalista.
Tem algo a ver?
Tudo tem a ver, borboleta bate asa e bolsa se agita do outro lado do planeta, não é, querida geração quanticamente suzanal?