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PV realiza convenção para incorporar dirigentes indicados por Marina

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Por uma questão de justiça, transcrevemos abaixo nota recebida hoje (17) da comunicação social do Partido Verde, dando conta de que, finalmente, será realizado o ato formal que permitirá a entrada de dez dirigentes indicados pela senadora Marina Silva (AC) na executiva nacional, um feudo dominado há dez anos pelas mesmas pessoas.

O estranho é que este acordo, feito na época do convite à ex-ministra para entrar no partido, não foi cumprido em setembro, a tempo de ter reflexos sobre as filiações de pretendentes a candidato nas eleições do ano que vem. A velha executiva, comandada pelo vereador José Penna (SP), barrou a entrada de centenas de lideranças expressivas em todo o país, para manter o controle da máquina.

Como a entrada de Marina tem atraído milhares de filiados, mesmo após o prazo para quem queria sair candidato em 2010, haverá pressão para o partido mudar as velhas práticas antidemocráticas, oligárquicas, coronelistas e fisiológicas que desvirtuaram a sigla ao ponto de terem acordo - imaginem! - até com o corruptíssimo governo do Distrito Federal. No GDF do governador José Arruda (ex-DEM), o presidente local do PV, Eduardo Brandão, membro da executiva nacional, e outros membros da executiva distrital, para variar, tinha empreguinhos e tudo.

Para o meio ambiente, nada. Para empregos, cargos e vantagens, tudo.

De qualquer forma, segue a nota do PV anunciando a convenção que finalmente formalizará a presença da nova turma de dirigentes, encarregada de preparar um congresso nacional provavelmente em março do ano que vem. Neste congresso é que esperamos mudar o rumo das coisas e, enfim, fazer a REFUNDAÇÃO do Partido Verde prometida pela senadora Marina Silva.

Sem isso, não haverá entusiasmo da militância e as chances de ir para o segundo turno continuarão mirradaas, como aliás estão até hoje, sem passar de um dígito nas pesquisas de opinião pública.

NOTA DO PV:

Convenção nacional do PV traz Marina Silva e Gabeira a São Paulo no sábado

 

Depois da convenção,  verdes esperam reunir mais de mil pessoas em ato público contra o aquecimento global

 

O Partido Verde realiza convenção nacional neste sábado, dia 19, a partir das 9 horas, na Assembleia Legislativa de São Paulo, com a presença da senadora Marina Silva (PV-AC) e do deputado federal Fernando Gabeira, além de outros dirigentes nacionais e parlamentares do partido.

 

Os convencionais do Partido Verde deverão aprovar os nomes de dez novos integrantes da executiva nacional indicados pela senadora Marina Silva e irão também  ratificar a criação de uma coordenação nacional para comandar o processo eleitoral de 2010.

 

Depois da convenção, os verdes saem em caminhada até o Monumento às Bandeiras, ao lado da Assembléia Legislativa onde realizam ato público contra o aquecimento global  e por um Brasil Sustentável, com a participação de militantes que chegarão em caravanas de todo o Estado.

 

A Senadora Marina Silva e a direção nacional do Partido Verde concederão entrevista coletiva às 10 horas, no auditório Teotônio Vilella (1° andar).

Aliança do PT com ruralistas facilita desmonte da legislação ambiental brasileira

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Na contramão da história, o Brasil afunda-se na falta de compromisso com o meio ambiente e se deixa arrastar pela visão atrasada do desenvolvimentismo capitalista, recusando-se a tomar medidas contra o agravamento do aquecimento global e a procurar novos caminhos sustentáveis para sua economia.

À falta de clareza do Executivo na fixação de metas de redução das emissões de gases do efeito estufa, que ficou evidente em reunião do presidente Lula com alguns ministros na terça-feira (13), seguiu-se nesta quarta-feira (14) um acordo na Câmara dos Deputados destinado a desmontar a legislação de proteção ambiental em nome dos interesses dos grandes agropecuaristas.

Destinada a substituir o Código Florestal e a lei de crimes ambientais por uma farsa chamada de “código ambiental“, uma comissão especial elegeu nesta quarta-feira (14) o ruralista Moacir Micheletto (PMDB-SC) como presidente e o nacional-desenvolvimentista Aldo Rebelo (PCdoB-SP) como relator.

“Isto significa entregar o galinheiro para a raposa tomar conta“, disse o deputado Ivan Valente (PSoL-SP). O novo líder do Partido Verde, Edson Duarte (BA), que vinha conseguindo adiar a instalação da comissão, denunciou as manobras que unem governo e PMDB, logo quando o país mais precisa de um modelo sustentável de desenvolvimento.

A comissão, dominada pela bancada ruralista, pretende ainda este ano rever toda a legislação brasileira, retirar poderes do Conselho Nacional de Meio Ambiente, enquadrar o Ibama, permitir que cada Estado faça suas próprias normas ambientais e rever as multas aos proprietários de fazendas que deixaram de recompor as reservas legais.

Na próxima semana o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff, candidata à presidência da República pelo PT/PMDB em 2010, devem reunir-se novamente com os ministros Carlos Minc, do Meio Ambiente, e Celso Amorim, das Relações Exteriores, para tentar definir a nebulosa proposta em gestação para ser levada à reunião da ONU sobre o clima, em Copenhagen, no início de dezembro.

A meta do Ministério do Meio Ambiente de reduzir o desmatamento em 80% até 2020, a partir dos níveis de 2005, precisa ser traduzida por algum compromisso do país com a redução das emissões de gás carbono, de modo a convencer o mundo de que o país está disposto a evitar a destruição da floresta amazônica e agravar os problemas climáticos do planeta.

Conhecida por suas posições desenvolvimentistas,  a ministra quer que as projeções não prejudiquem suas intenções de permitir que a economia cresça anualmente pelo menos 5% na próxima década. Não se fala em mudar o modelo econômico, para substituir o atual desenvolvimentismo por uma economia verde.

Os grandes industriais, representados pela Confederação Nacional da Indústria,  apoiam os ruralistas na mudança das leis ambientais e já advertiram o governo para não assumir compromissos externos que possam significar restrições ao crescimento econômico tradicional.

Cerrado diante da única opção: mudar o modelo de exploração predatória por formas sustentáveis de produção

quinta-feira, 18 de junho de 2009

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