Posts com a Tag ‘corrupção verde’

Veja mostra os podres do Penna, ditador do velho PV

sábado, 22 de agosto de 2009

DEU NA VEJA:

Contas muito enroladas

No dia em que deu adeus ao PT, Marina Silva afirmou que não acredita mais em partidos perfeitos. É bom que não tenha ilusões. Na seara verde, há uma série de encrencas com a direção nacional. Para se ter ideia, o PV até hoje não conseguiu aprovar as contas referentes ao fundo partidário de 2005. No início do mês, o ministro Arnaldo Versiani, do TSE, voltou a pedir explicações ao PV. Motivo: os técnicos mantiveram a orientação pela desaprovação das contas. As suspeitas giram em torno de José Luiz Penna, há dez anos presidente do partido. O TSE constatou que houve desde a doação de passagens aéreas para a mulher e o irmão até o fretamento de um jato e o uso de notas fiscais de empresas-fantasma.

Feitiço da ex-seringueira Marina Silva volta-se contra camarilha que comanda o PV há dez anos

sábado, 8 de agosto de 2009

O balão de ensaio solto pela camarilha dirigente do Partido Verde, de convidar a senadora Marina Silva (PT-AC) para sair candidata à Presidência da República em 2010, saiu do controle de seus idealizadores.

Como a crise do Senado detonou a imagem do Partido dos Trabalhadores em sua aliança com o PMDB, abriu-se um espaço para a terceira via que ninguém esperava, abalando tanto a pré-candidatura de José Serra (PSDB) em aliança com o Democratas, como a da ministra Dilma Rousseff (PT).

Se crescer, a terceira via terá como principal consequência implodir a executiva nacional do PV, presidida pelo vereador José Penna, de São Paulo, SP, que comanda o partido há dez anos com os métodos da velha política, baseados na cooptação de delegados e manutenção de eternas executivas provisórias nos Estados e Municípios.

A mídia voltará seus holofotes para o PV, encontrando nos autos dos processos que correm no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) extensa lista de escândalos, desmandos e rejeição de contas por conta de notas e recibos frios, uso de verbas do fundo partidário e uma série de práticas que explicam como o partido vem se prestando às mais esdrúxulas alianças com oligarquias e governos de direita.

Marina Silva só aceitará ir para o PV se assumir a presidência do partido no lugar de Penna, levando consigo um considerável grupo de experientes militantes do antigo PT, para promover uma faxina interna que abriria o partido, instituiria processos democráticos de eleição de diretórios e escolhas de candidatos em convenções.

São coisas que nunca aconteceram nos verdes brasileiros – enquanto o PT crescia nestes trinta anos, o PV permaneceu como partido de aluguel durante os primeiros tempos e depois se transformou num amontoado ideologicamente amorfo de aproveitadores da ideologia ambientalista, que viam na sigla uma forma de conseguir se eleger fora do circulo dos grandes partidos.

Agora, com ou sem Marina Silva, será difícil para o PV manter a atual executiva – que comanda há dez anos o partido. No congresso marcado para o último trimestre as cartas já estavam marcadas – continuaria a turma antiga, que alijou a militância idealista e honesta, expulsou dissidentes e se afastou de todo princípio ético que teve origem lá atrás, nos anos 60 e 70.

O balão de ensaio pegou fogo e caiu em cima da cabeça dos feiticeiros da camarilha, que é como merece ser chamada a executiva nacional.

Nos próximos dias, com a volta de Marina do Acre para Brasília, estas coisas começarão a se esclarecer.

Foi preciso vir da floresta uma ex-seringueira, nascida e criada no PT, para que os verdes começassem finalmente a ver a luz no fim do túnel – seja qual for o buraco de saída, a ala ética dos verdes terá que estar à altura do novo papel, sob a liderança do do ministro da Cultura, Juca Ferreira.

Agora, Gabeira e outros deputados pedem saída de Penna da presidência do PV

sábado, 14 de junho de 2008

O deputado Fernando Gabeira, fundador e principal ícone do Partido Verde, perdeu a paciência budista que vinha mantendo desde o reinicio dos trabalhos legislativos e disse esta semana que está na hora de a Executiva Nacional do PV, sob suspeita de ter apresentado notas frias ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afastar-se toda para dar lugar a uma junta provisória que reorganize uma nova convenção.

Se isto não acontecer - é a opinião da maioria - com as novas denúncias de notas frias para justificar despesas com dinheiro público, é quase certo que o TSE condenará o PV e suspenderá os repasses do fundo partidário, prejudicando as eleições dos candidatos a prefeitos.

Gabeira não depende da bancada - ele voltou ao partido há três anos, depois de ajudar a eleger Lula, na condição de se manter independente - mas exerce forte liderança entre os éticos e ambientalistas.

O deputado  dr. Nechar também deve ficar ao lado de Gabeira, por ter-se colocado abertamente contra as práticas da executiva nacional. Outro que tende a ficar contra a executiva, apesar de divergências no passado, é o ex-lider Marcelo Ortiz (PV-SP), com forte influencia sobre a bancada.

Provavelmente a bancada paulista, de cinco deputados, deve ficar contra a executiva - exceto o deputado Paulo Toffano, segundo fontes da executiva, por ter sido no passado ligado do grupo de Penna.

Os que são verdes, ideologicamente falando, devem seguir a atitude de Gabeira na reunião da bancada na próxima semana. O candidato a prefeito de Porto Velho, Lindomar Garçom (PV-RO), não demonstra a menor simpatia com a executiva que está no poder há quase dez anos atraves de conchavos.

Os deputados mineiros também não têm simpatia pela executiva devido aos rolos e intereferências que ja se fez por lá - exceto o candidato a prefeito, Antonio Roberto, que teria se manifestado a favor de Penna quando ele exigiu a exoneração do assessor de imprensa da bancada, e o deputado Fabinho Liderança, ideologicamente distante de Gabeira, os outros dois mineiros devem ficar contra a executiva nacional (Jose Fernando, presidente do PV Jovem, e Ciro Pedrosa ).

A posição do líder atual, Zequinha Sarney (PV-MA) tem sido a de seguir a maioria da bancada e não se deixar precipitar - mas agora seu mandato de lider está no final e ele terá dificuldade em não adotar uma posição pública, inclusive por sua responsabilidade de liderança no Congresso como um todo e suas relações com os ministros dos tribunais superiores.

Se brincar, Sarney perde a oportunidade de ser o primeiro governador verde do país - diz um de seus colaboradores na Câmara, sobre a situação delicada de fazer a transição agora, se livrando de uma executiva suspeita de corrupção em meio ao processo eleitoral.

De qualquer forma, a militância reagiu muito bem às declarações de Gabeira a o Globo de ontem e deve se animar novamente com a possibilidade de tirar uma executiva que vem envergonhando os éticos, honestos e ambientalistas.

Veja em O Globo de ontem a entrevista de Gabeira.