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Todo mundo espera mínimo de bom senso do PT para esverdear o PAC

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O governo brasileiro fala uma coisa lá fora e aqui dentro faz outra, em matéria de meio ambiente. Hoje, finalmente, representantes do Governo Lula na reunião do Clima em Bonn, na Alemanha, deram sinais de que o país vai assumir algumas metas de redução de emissões de carbono.

Mas seriam metas voluntárias, algo dificil de se acreditar que será cumprido.

O Greenpeace fez estudos que apontam ser plenamente factível chegar ao desmatamento zero da Amazônia até 2015 - por quê, afinal, não assumimos isto?

Por quê o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) continua contemplando a abertura de estradas na Amazônia, a utilização de termelétricas e a permisssividade com que se trata o setor agropecuarista?

Está passando da hora de termos um PAC Verde, única forma que a ex-companheira Dilma Roussef teria de demonstrar suas boas intenções.

Ou vai ter que esperar a implosão do PV antigo, com a entrada da ex-ministra Marina Silva, que já está totalmente a par da farsa que existe por trás deste partido, com a executiva nacional encastelada no poder há dez anos?

Hoje ocorrem reuniões em Brasilia e São Paulo, em torno da entrada da senadora Marina Silva. O deputado Edson Duarte (PV-BA) acaba de ocupar a tribuna para conclamar o setor produtivo a deixar de lado estas tentativas de desmontar a legislação ambiental, suspendendo a exigência de licenciamento para obras.

Estas coisas todas estão interligadas - e o Brasil, em vez de assumir a liderança mundial de meio ambiente como o presidente americano Barack Obama já acenou, fica brincando com fogo.

A próxima temporada de queimadas na Amazônia poderá ser devastadora - não apenas para a floresta em si, mas também para o Brasil no exterior, para o governo do PT, para a candidatura da ministra da Casa Civil, enfim.

A hora é esta - amanhã será tarde.

Ruralistas avançam sobre a Amazônia com apoio do Governo

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Está muito difícil barrar os ruralistas que querem mudar o Código Florestal para permitir que propriedades na Amazônia Legal sejam mais desmatadas.

A última informação, desta quarta-feira (19), é que os ambientalistas estão se sentindo inseguros diante da pressão que os fazendeiros fazem através do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, tenta fazer sua parte, mas ele mesmo foi indicado pelo governador Sergio Cabral (PMDB), do Rio, e o presidente Lula o convidou para destravar o que o Governo do PT considerava amarras dos ecologistas contrários ao desenvolvimento econômico.

O líder do Partido Verde e coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista no Congresso, deputado Sarney Filho (PV-MA), tem estado praticamente sozinho nas reuniões no Ministério da Agricultura. Nesta quarta-feira houve reunião com o resto da bancada, para ver se eles se engajam na luta contra o projeto que baixa de 80% para 50% a parcela das propriedades que podem ser desmatadas na Amazônia.

O representante do Greenpeace junto ao Congresso, ex-deputado João Alfredo, tem estado presente aos embates com os ruralistas - mas estã faltando uma demonstração de força por parte dos ambientalistas, tanto parlamentares quanto ativistas das ONGs.

Há informações de que o presidente Lula baixaria um decreto dando mais prazo para as negociações, mas os ruralistas querem porque querem colocar logo em votação o projeto de reduz a floresta pela metade.