Banda podre do PV negocia ida para novo blocão de Oposição a Lula
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008O ex-deputado Roberto Freire - que depois do fim da I Guerra Fria acabou com o antigo Partido Comunista Brasileira para transformá-lo no atual PPS (Partido Popular Socialista) - está agora tentando atrair a banda podre do Partido Verde para a idéia de formar um blocão de Oposição com o PSDB e o ex-PFL, atual DEM.
De acordo com prefeito do Rio em final de mandato, Cesar Maia (DEM), Freire está de encontro marcado com o eterno presidente do PV, José Penna, que responde a processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por corrupção nas contas do partido, para tentar convencer os verdes a integrarem o blocão de Oposição ao governo Lula.
O problema é que Penna preside formalmente mas não comanda mais os Verdes nas bases, alinhados em sua maior parte com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, do PV da Bahia, em torno da chamada Dissidência Ética.
Para disputar as eleições de 2010 o tal Bloco Democrático Reformista (BDR) espera obter o apoio de Fernando Gabeira (PV-RJ), que saiu com o cacife de 1,6 milhão de votos da eleição para a prefeitura do Rio, quando esteve aliado com o PSDB e o PPS, com apoio não-oficial do DEM no segundo turno.
Gabeira não foi encontrado para desmentir ou confirmar a confabulação direitista, pois teria viajado para a ilha de Fernando de Noronha na manhã desta sexta-feira (5/12).
O anúncio da tentativa, mais uma vez, de criar um bloco permanente de oposição conservadora ao governo do PT (que tem o apoio do PMDB de Michel Temer e José Sarney) foi feito em Brasília na quarta-feira (3/12) pelos presidentes dos três partidos: deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) e ex-deputado Roberto Freire (PE), pelo PPS.
Na quinta-feira (4) a bancada do Partido dos Trabalhadores reuniu-se para reafirmar seu apoio à candidatura do peemedebista Michel Temer à presidência da Câmara.
A idéia dos deputados do PT foi se contrapor à reunião do dia anterior feita pela ala do PMDB de Orestes Quercia (SP) e Renan Calheiros (AL), na tentativa de impor o nome do senador José Sarney (PMDB-AP) à candidatura de Tião Viana (PT-AC) para presidir o Senado a partir de fevereiro.