Deputado Sarney Filho exige do Estadão direito de resposta
sexta-feira, 24 de julho de 2009O gabinete do líder do Partido Verde, Sarney Filho, informou em nota nesta quinta-feira (23) que a gravação de trecho da conversa do deputado com seu irmão Fernando Sarney foi editada incorretamente pelo jornal O Estado de São Paulo, pois tratavam não de negócios, mas sim da oportunidade de divulgação à imprensa de um caso de corrupção do ex-governador do Maranhão, José Reinaldo.
Em nota divulgada no final da tarde, o deputado exige seu direito de resposta ao Estadão, “sem prejuízo da adoção das medidas judiciais”.
A íntegra é a seguinte:
Senhor editor do jornal O Estado de São Paulo,
Venho exercer o meu constitucional direito de resposta, e o faço de forma indignada, repudiando a grosseira edição do diálogo havido entre minha pessoa e a de meu irmão, Fernando Sarney, divulgada na edição de hoje, impressa e on line, desse Jornal.
O diálogo retrata informação relativa a investigação empreendida acerca de ilícitos cometidos na gestão do ex-Governador do Maranhão José Reinaldo, consubstanciada na denúncia de irregular repasse de recursos públicos estaduais à prefeitura de Caxias.
Comunico a meu irmão que as anotações de próprio punho do contador de Aderson Lago faz prova que o valor depositado em conta do filho dele, Aderson Lago, ex-Secretário de Governo do Estado do Maranhão, resulta no montante de 900 mil reais e não em 5 milhões de reais, como havia sido informado pelo jornalista Sergio Macedo, por mim referido no diálogo. Também esclareço a meu irmão que não importa o valor do desvio de recursos, pois o que interessa é que deveríamos denunciar o ilícito, como afinal foi denunciado em reportagem feita dias após o diálogo. Afirmo que o “negócio é quente” no sentido de que a denúncia é real e tem provas.
Aderson Lago utiliza notas fiscais frias, da empresa fantasma PR Cardoso, para sacar os aludidos recursos da prefeitura de Caxias. Essas são as notas frias referidas no diálogo.
Mesmo sendo desnecessário, porque o ônus da prova é de quem acusa ou insinua, faço prova do afirmado acima com os seguintes documentos que seguem anexo:
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- Alguns exemplares de Notas fiscais, expedida por empresa fantasma, para dar cobertura a desvio de recursos repassados pelo Governo do estado à prefeitura de Caxias;
- Anotações do contador de Aderson Lago, informando que o depósito em conta foi (“+ R$ 900 mil”), sendo o restante do desvio de recursos pago em “cash”;
- Rosto da conta bancária que recebeu depósito ilegal, com anotação de próprio punho de Aderson Lago, registrando o recebimento de “R$ 963.931,50”;
- Reportagem apresentando a denúncia do desvio de recursos aludido no diálogo.
A divulgação editada de conversa telefônica, de forma ilegal, gera danos irreparáveis à imagem das pessoas, como é exemplar essa matéria.
Solicito ao Jornal que efetue o devido reparo das informações, esclarecendo seus leitores da inteira verdade, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais necessárias para resguardar a minha honra e os meus direitos constitucionais. ”