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Filha de Olga e Prestes diz que idéias de Marx ainda são importantes para entender o que está acontecendo no mundo

sábado, 20 de dezembro de 2008

A derrota do socialismo na ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS)  não invalida as teses econômicas de Karl Marx sobre a forma como funciona a sociedade, assim como o fim da era soviética em 1989 ainda não foi entendido  pelos teóricos.

É o que diz em documentário à TV Câmara  a autora Anita Leocadia Prestes, filha do histórico líder Luis Carlos Prestes e da legendária heróina alemã Olga Benares, assassinada pelo regime nazista da Alemanha apos ser entregue pelo ditador Getulio Vargas, antes da entrada do Brasil na II Guerra Mundial.  

Com a mesma visão do velho Partidão que ajudou a dirigir no final, Anita faz criticas e autocriticas a muitos mitos. Ela continua defendendo, por exemplo, a posição de que a esquerda brasileira estava errada ao fazer a  opção pela luta armada  entre 1967 e 1975, como estratégia para derrubar a ditadura militar.

Da mesma forma, segundo ela,  estava errada a tese do seu partido sobre a natureza do golpe de 1964, quando não compreendeu como se dava a articulação da direita golpista militar aliada à burguesia, contra João Goulart. Foi um erro tambem da parte das esquerdas acreditar que poderia ainda haver resistência no Rio Grande do sul contra os militares.

- Não havia chance, se houvesse eu mesmo teria ido para lá - observa, lembrando que a história não  é feita de “se“.

Para Anita, se Leonel Brizola tivesse resistido no Sul, enfrentando militarmente os golpistas de 1964, teria ocorrido uma guerra civil no Brasil   - e  certamente teria havido como consequência uma invasão norte-americana em solo brasileiro, diz ela. Como se sabe, a quarta frota naval americana mantinha navios por perto na época do golpe de abril de 64, caso os militares direitistas se vissem acuados pela reação popular de esquerda.

A maneira pacifica e cautelosa  escolhida no inicio pelos comunistas brasileiros para enfrentar a ditadura militar, querendo ficar apenas no plano dos entendimentos politicos através dos líderes partidários  no Congresso, foi classificada pela esquerda revolucionária como evidente desvio revisionista, resultado da posição de um partido a reboque de Moscou, que estavam errados na análise da realidade.

Alem da critica anti-stalinista feita na Europa desde os anos 50, nessa época das ditaduras do Cone Sul já aparecia como opção revolucionária na America Latina  a via chinesa, maoísta, em que o campesinato pode sim virar classe revolucionária desde que no contexto de uma guerra popular de libertação.  

A visão maoísta surgia no Brasil como alternativa à corrente soviética, onde teoricamente teria ocorrido o modelo leninista da tomada do poder pelos operários junto com soldados, o proletariado contra a burguesia. Por exeplo, Oswaldão, herói do PCdoB na Guerrilha do Araguaia, teria sido treinado na China.

E aqui mais perto, no Caribe, tinhamos o exemplo da tomada do poder em 1959 por Fidel Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos e outros jovens guerrilheiros. Era a corrente foquista, baseada na teoria de que um pequeno foco de revolucionários de vanguarda conseguiriam deflagar a guerra revolucionária.  

Durante sua participação no chamado movimento tenentista, dos jovens tenentes que se rebeleram na decada de 1920 contra o governo corrupto de Artur Bernardes, no final da Velha República, Luis Carlos Prestes ainda não era marxista. Também já não era positivista, como os militares das décadas anteriores, que seguiam  as idéias de Auguste Comte, porque estas idéias já estavam desgastadas. 

Deslocado do Rio de Janeiro para o Rio Grande do Sul como punição, Prestes ajudaria a liderar o movimento rebelde que surgiu em 1922, na escola militar de Santo Ângelo (RS).  Alí começa a marcha de uma coluna militar (depois com técnicas de guerrilha) que percorreu o interior do Brasil por três anos, sem que o Exército conseguisse vencer militarmente ou prender os revoltosos.

Sem saber o que era comunismo, os tenentistas se batiam simplesmente por reformas politicas para criar uma república democrática, livrando o país do modelo  agrário-conservador.

A principal bandeira do movimento tenentistas era o voto secreto, para acabar com o esquema de sustentação politica da Velha República.

No confronto com a burguesia agraria, a Coluna Prestes percorreu o país de sul a norte, duas vezes, entre 1924 e  1927. 

 Nas marchas pelo interior do país, desviando-se de estradas onde poderiam ser alcançados por tropas regulares transportadas por caminhão, Prestes eseus revolucionários descobriram com a experiencia da coluna uma realidade social tão injusta, desigual e atrasada que precisava ser mudada urgentemente - mas como? 

Prestes e seus companheiros não conseguiram entender corretamente a realidade brasileira na época, não tinham instrumental teórico para isso. Como um país tão grande e tão rico estava tão pobre, atrasado economicamente e corrompido em suas instituições?

Por falta das armas e munição, sem ter conseguido levantar apoio popular, a coluna se viu enfraquecida e decidiu suspender a luta em fevereiro de 1927, quando  entrou para chaco boliviano, depondo as armas.

 Enquanto trabalhava duro como imigrante na Bolivia, Prestes foi contactado por um histórico lider comunista, Astrogildo Pereira, que em 1922 ajudara a fundar o Partido Comunista do Brasil. Foi quem lhe deixou para ler uma maleta com livros de Karl Marx e Frederic Engels.

De La Paz foi para Buenos Aires, onde teve contatos diretos com os militantes do Partido Comunista da Argentina (PCA), começando sua ampliação.

Entrou em 1931 para o partido comunista, visto na época como o mais avançado de todas as correntes político-filosoficas, que poucos anos atrás, em 1917, tinha tomado o poder na Rússia e formado a URSS.

Enviado para Moscou,  Pestes aprofundou seus estudos de marximo, procurando entender o que acontecia no Brasil.  Com o novo aresenal ideologico o brilhante engenheiro formado pela Escola Militar do Rio conseguiu compreender melhor o capitalismo brasileiro, a realidade que encontrara no interior do país durante a longa marcha da coluna.

“Voltando ao Brasil,  em 1934, estava casado com Olga Benario, comunista alemã que fora a primeira mulher de sua vida. Getúlio Vargas estava no governo e a Aliança Nacional Libertadora, que Prestes assumira, tentou fazer uma insurreição comunista. Com o fracasso, Luís Carlos foi preso, em 1936, e viu sua mulher, judia, ser entregue ao governo alemão. Depois de nove anos preso, Prestes subiu ao palanque ao lado de Vargas. Chefe do PCB eleito Senador, participou da Constituinte em 1946, mas foi para a clandestinidade em 47, quando o registro do Partido Comunista foi cassado. Retornou às atividades políticas em 1960, porém, o golpe militar de 64 devolveu-o à clandestinidade, privando-o de direitos políticos por 10 anos. Colocando-se contra a luta armada, provocou o racha do PCB, quando a ala de Carlos Marighella partiu para a guerrilha urbana. No auge do anticomunismo, em 1971, Prestes radicou-se na União Soviética, permanecendo lá até a anistia de 79. Quando voltou ao Brasil, não conseguiu mais liderar o PCB e perdeu a secretaria-geral em 1983.  Morreu em 1990.“ segundo a Wikipedia.

Prestes rompeu com o PCB em 1985, quando teria dito, senão Anita, que o partido já não era mais revolucionário. 

Maior personagem histórico brasileiro deste contexto do confronto mundial entre o capitalismo e o comunismo, Prestes morreu pobre -  morando em apartamento doado por seu amigo Oscar Niemeyer - e marxista.

Suas cartas estão agora sendo publicada em forma de livro, por iniciativa da filha Anita Leocádia, que as tias salvaram das mãos da Gestapo.

 

Democracia pode ser ameaçada por ideologia direitista a favor dos torturadores

sábado, 16 de agosto de 2008

Esta semana vieram à tona duas pesquisas de opinião pública e uma curiosa explicitação da nova ideologia de direita radical apresentada por um advogado em busca de fama, chamado Antonio Ribas, que frequenta intesseiramente o clubezinho militar da antiga capital federal, defendendo os torturadores.

Foi boa a presença do tal Ribas no programa Expressão Nacional, da TV Câmara, porque o país agora vai examinar exatamente quem é esta nova figura, o que ela representa e o que está por tras deste novo embate (a ameaça do nascimento de um novo espirit fascista (o ovo da serpente).

Não estamos preocupados com o advogado sem escrúpulos de defeder torturadores, (ele depois saiu se explicando à familia que perdeu o debate  porque “eram quatro contra um”). 

A pesquisa é a da Associaçião Brasileira de Magistrados (AMB), que constatou coisas estarrecedoras - mais de 80% da sociedade não acredita nos políticos e pelas respostas vê-se que na verdade não acreditam  é no sistema democrático de governo.

Um perigo, pois essa maioria, em boa parte meio fundamentalista em matéria de cristianismos, pode  se radicalizar ao menor sinal de quea no padrão de crédito farto com alta dos juros, por exemplo, para nfrentar a inflação. A desilução hoje já implicita no resultado da www.amb.org.br

A outra pesquisa mstra o aumento do poder aquisitivio das classes antes fora do consumo, C, D e E. Confirma que a renda dos mais pobres continua a aumentar e agora fez que a metade da polulação se sinta na classe média lato sensu, bem ampla mesmo, conceituad por exemplo como os novos donos de carro financiado, celular,  tv, etc.

Em Brasilia, então, onde sucessivos governos irresponsáveis ficou do lado dos políticos dos mais despreparados para permitir o inchaço da cidade nas invasões de terras publicas. E agora esta nova classe experimenta booms de crescimento de renda - e população.

Agora vamos juntar as três partes do quebra-cabeças socio-póshumanista: a nova classe CDE, na média  bela e inculta, ávida por consumir sem se importar com sutilezas intelectuais tipo do aquecimento global, lembrando dos 500 anos de pobreza, não tem razão mesmo por ter apreço pela democracia. Prefere o autoritarismo sem democracia representativa.

Primeiro, não viveu sob a ditadura, são mais novos ou eram tão alienados economicamente que não tinham acesso a formação ou informação.  Depois, não herdou a educação humanista das universdides públicas, onde so os ricos e a classe media alta tinham acesso.

Na prática estão passando de péssimas escolas públicas fundamentais para péssimas faculdades particulares, que andam formando uma subclasse de profissionais que certamente  puxarão para baixo no futuro a renda media de sua categoria.

Então, às pesquisas socioeconômica, mostrando que a maior parte da nova classe media no sentido amplo, junte-se a pesquisa da AMB sobre o que pensa o eleitor medio, que tem horror aos politicos.

Seria pelo menos a metade é dessa nova classe media CDE, mas os analistas desconfiam que esta nova classe média emergente virou a média da opinião pública há muito tempo.

Haja vista a programação dos canais abertos da televisão brasileia, em certos horários, completamente dominada por pastores evangelicos e padres das mais diversas linhas (cada um escolhe uma parte da biblia para seguir e deixa de lado o que não lhes serve).

A pesquisa da AMB mostra uma aparentemente pre-disposição para aceitar candidatos messiânics, antidemocráticos, de ficha suja, que pr atos e ações são os quais mais estimulam a volta de uma estado ditatorial ou autoritário, como queiram.

Resumo: preste atenção se não se estiver pronto o caldo de cultura para um ataque à democracia com apoio da grande midia eletrônica (Globo cristã e Record crente, etc), que, através do interesse em faturamente, passaria a expressar cada vez a ideologia não-democrata da maioria conservadora.

Junte -se a isso o interesse imediato de uma turma que ja perdeu o rumo da história, os generais de pijama que insuflam as tropas  que nada tiveram com a ditadura, junto com oportunistas com dircurso de extrema direita como esse Ribas. Bata-se no caldo da nova Guerra Fria que se reaquece entre Estados Unidos e Russia por casusa da Georgia.

Refrimo-se ao tal dr Antonio Ribas que foi ao programa da TV Câmara para defender os torturadores. No passaram!

Eles sabem que não deixarems por menos - o general que me prendeu e à turma da VAR no Centro Oeste infelizmente ja morreu,  Antonio Bandeira, mas foi um grande covarde que autorizou seus comandados na 43a. Brigada de Infantaria Mortizada a torturarem, matarem e depois pilharem bens da revolução, como terras e carros que usávamos na montagem da Base de Alvorada pra atacar o Setor Militar Urbano em Brasilia.

Mas lembramos de nomes do segundo, terceiro e quarto  escalão e vamos atrás sem cessar: um é o tal capitão Marques da Rocha, que depois encontrei numa rua em Ipanema. Outro é um advogadinho em Brasilia que atua com desenvoltura e deve ter cargo publico, chamava tenente Juvenal, então comandante do Pelotão de Invegitações Criminais (PIC), vinculado ao Batalhão da Polícia do Exerctito.

Outros são capitães,  coroneis, que ainda não me  lembro direito (ainda!) os nomes, mas vou obter em breve - sargentos Milton, Barbosa, especialmente um sargentão velho e gordo, Milton da Tolha, estes precisamos pegar. Entre outras torturas aplicavm pau de arara, fuzilamento simulado de madrugada, davam choques eletricos com maquininha americana, socos e tapas em ambos os ouvidos das prisioneiras e prisioneirs, enfim, para entrar em detalhes.

Mas chegaremos lá. Ontem encontrei Zezinho do Araguaia, um dos poucos sobreviventes do conflito do PcdoB - está bem, alegre, mas com umas posições catelosas demais, acha que basta abrir os arquivos e identificar s torturadores,  para execrá-los perante a história.

Não precisaria prender etc - não concordo mas respeito. Acho que tem que prender os torturades e os comandantes responsáveis que ainda esteja vivos. Deixá-los aprodrecer na cadeia.

No limite, se a classe medida emergente apoiar a nova direita, com ajuda,o novamente da
CIA e dos generais de pijama,  poderemos ter um novo confronto que ja está em andamento.

Melhor todo mundo ficar atendo,  no minimo, e procurar entender o que está se passando, se há à vista um novo conflito  - o que não seria um atraso para a história. 

Estas coisas vão ficar  mais claras após as eleições de outubro - ja notaram o fracasso dos bons e a asceção dos maus?

PS - Engraçado é que no plano mundial, agora,  alem da ameaça de extinão pelo aquecimento global temos de volta o pesadelo da extinção (bem mais rapida e objetiva) por um confronto nuclear entre  EUA e Rússia. Oficialmente cada lado ainda teria entre 10 e 20 mil ogivas nucleares centenas de vezes mais potentes do que as duas que foram jogadas sobre Horishima e Nagasaki.